What Happened To The Heart? - AURORA

"Acreditava-se que o coração era o centro da alma, intuição, emoção e intenção, até decidirmos que essas eram qualidades da mente. Emoção dominada pela lógica. Com o mundo corrompido por dinheiro, poder e egoísmo, você se pergunta: o que aconteceu com o coração?" — AURORA para NME


          LANÇAMENTO: 07 DE JUNHO DE 2024 GÊNERO: INDIE POP / DISCO DURAÇÃO: 62:01 GRAVADORA: DECCA / GLASSNOTE / PETROLEUM REVISOR: OTIS ROBINSON 

A cantora norueguesa AURORA, de 28 anos, lançou seu mais novo álbum, "What Happened To The Heart?", que atualmente conta com uma nota total de 82 no Metascore do Metacritic, após receber seis críticas. Anteriormente, o álbum registrava uma pontuação de 88. Em uma iniciativa inovadora, "What Happened To The Heart?" conta com um feat com a natureza, uma colaboração criada pelo Museum for the United Nations, onde parte dos streams é destinada a causas ambientais. O álbum contém 16 faixas e até o momento, "Your Blood", "The Conflict of the Mind", "Some Type of Skin" e "Starvation" possuem videoclipes, e há um lyric vídeo de "My Body Is Not Mine" a caminho, que contará com fotos de fãs.

Além disso, há uma versão japonesa do álbum que traz uma versão acústica de "Your Blood", que não está disponível nas plataformas digitais. Até o momento, "Some Type of Skin" conta com uma versão acústica e um remix no Spotify, incluindo o remix "A Soul with No King (feat. NATURE)", assim como "To Be Alright - Remix".

O novo trabalho da artista superou seu álbum anterior, "The Gods We Can Touch", que obteve 81 no Metacritic. As notas foram atribuídas por veículos renomados, incluindo The Telegraph (UK), DIY Magazine, New Musical Express (NME), Slant Magazine, AllMusic e The Line of Best Fit.

O destaque ficou por conta da crítica do The Telegraph, que concedeu a maior nota ao álbum, atingindo a impressionante marca de 100. O feedback geral reflete uma recepção variada, com opiniões divergentes sobre a nova produção da artista, que continua a cativar fãs ao redor do mundo.

"O álbum é uma jornada para a cura pessoal, terminando com a suave música Invisible Wounds, que nos concede a imagem de AURORA cuidando de suas feridas e costurando seu coração de volta”. - The Telegraph


Conceito:

A ideia se iniciou em abril de 2022, quando AURORA leu uma carta transformadora, coescrita por ativistas indígenas e intitulada "Nós Somos a Terra". O documento clamava por uma ação coletiva em resposta ao aquecimento global, enfatizando a importância de "curar a terra". Os ativistas descreveram a conexão que sentem com o planeta como algo que ocorre "através de nossos corações", referindo-se à terra como "o coração que pulsa dentro de nós". Esse impacto levou AURORA a investigar como seus shows e suas músicas poderiam contribuir para a humanidade.


Tracks:

1 - Echo Of My Shadow
2 - To Be Alright
3 - Your Blood
4 - The Conflict Of The Mind
5 - Some Type Of Skin
6 - The Essence
7 - Earthly Delights
8 - (When) The Dark Dresses Lightly
9 - A Soul With No King
10 - Dreams
11 - My Name
12 - Do You Feel?
13 - Starvation
14 - The Blade
15 - My Body Is Not Mine
16 - Invisible Wounds

Significado:

"Echo Of My Shadow" foi escrita em completo silêncio e é inspirada na solidão que AURORA sentia, simbolizando um momento de transformação pessoal. A RIFF Magazine descreveu a faixa como começando "como uma oração", com AURORA cantando por vida e esperança de volta ao mundo. O refrão é uma explosão sonora com elementos nórdicos de kulning, uma técnica vocal antiga. Em "To Be Alright", ela explora a luta para se sentir melhor, abordando a questão de usar os "remédios errados" antes que o problema se torne devastador.

Na poderosa faixa "Your Blood", AURORA comenta sobre a dor humana, afirmando que "o mundo está sempre sangrando", ressaltando a importância da empatia. "The Conflict Of The Mind" é uma carta à sua irmã, Miranda Aksnes, onde ela expressa tudo o que não foi dito dentro de sua família. Em “Some Type Of Skin”, a artista busca um escudo para se proteger da hostilidade do mundo.

AURORA também apresenta "The Essence", que promete ser uma das faixas mais apreciadas do álbum, utilizando imagens vívidas para comunicar a dor e a futilidade do tempo em aliviar o sofrimento. "Earthly Delights" oferece uma jornada sonora através de paisagens místicas, com uma batida pulsante.

Uma das faixas favoritas de AURORA, "(When) The Dark Dresses Lightly", retrata uma conversa entre o coração e a mente, enquanto "A Soul With No King" explora a ideia de desorientação e a falta de propósito. "Dreams", com a participação de um coral britânico, é considerada uma das canções mais belas do álbum.

"My Name", que conta com a colaboração de Ane Brun, é um eletro-pop sombrio, enquanto "Do You Feel" reflete uma essência mais livre e sem sentido, surgida durante uma reflexão sobre sua irmã. A música foi feita com Magnus Skylstad, seu antigo baterista e produtor. "Starvation" é uma faixa poderosa que expressa a fome por mudanças, uma das mais significativas do álbum.

Em "The Blade", AURORA descreve a canção como carregada de "raiva feminina". Anteriormente ela revelou que sentiu uma desconexão entre sua mente e seu coração, afirmando: "Isso me fez entender as mulheres de uma maneira que eu não entendia antes. Isso me fez entender como o mal se esconde por trás dos rostos mais gentis." Alguns fãs atribuem esse relato a esta música. Em "My Body Is Not Mine", AURORA trabalhou com Tom Rowlands de The Chemical Brothers e trouxe um som único e provocativo. Finalmente, "Invisible Wounds", assim como a faixa de abertura do álbum, foi criada em silêncio, nascida da solidão e da busca por um espaço seguro.

Essas músicas revelam um álbum repleto de sentimentos profundos e reflexões sobre a humanidade, a natureza e a experiência humana.



Vale lembrar que a cantora anunciou sua turnê "What Happened To The Earth?" no dia 28 de março deste ano. Até o momento, a turnê conta com cinco partes, com a terceira programada para a América do Sul. O Brasil receberá um único show no dia 16 de novembro, que ocorrerá no Espaço Unimed, em São Paulo. Você pode encontrar os ingressos aqui.


giovranna

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